Escrito por Mirza Araújo Mapurunga(1) e Amaury Gurgel Neto(2)
Viçosa do Ceará encontra-se em meio a um santuário ecológico e se destaca por sua natureza exuberante caracterizada por belas paisagens associada ao seu agradável clima de serra. A cidade não é só conhecida por seus atrativos naturais, mas também pelo seu conjunto de edificações que datam do final do século XIX e inicio do século XX, o que levou ao tombamento do seu sítio histórico em agosto de 2003, sendo o quarto sítio histórico tombado no Ceará.
Nesse contexto Paiva (2004), destaca a beleza de suas ruas e de seus casarões, a riqueza de sua igreja matriz e muitas outras edificações que foram conservadas e nos mostram como viviam as gerações passadas, ressaltando que esta é um importante exemplar desta época.
O tombamento vem configurar o reconhecimento do valor de um bem, onde este represente valor histórico - cultural para a comunidade, protegendo-o de descaracterização ou destruição. O bem antes de ser considerado tombado passa por criteriosos estudos acerca do seu valor histórico. Detectada a sua importância e excepcionalidade, passa a ser registrado no Livro de Tombo onde constam os bens materiais e imaterias que representem significativo valor histórico, artístico, paisagístico ou simbólico.
O processo de tombamento pode ser feito através de três meios: pela União através do IPHAN, pelo Estado e pelo Município. A Constituição de 1988 estabelece a descentralização administrativa no que se relaciona a preservação e proteção do patrimônio cultural brasileiro. Como nos esclarece Castro (2009), o tombamento é um ato administrativo no qual a competência para exercê-lo foi designada por lei a órgãos específicos do Poder Executivo, como esta prevista no Decreto-lei 25/37.
O tombamento do seu sítio histórico foi realizado através de extensa pesquisa, que resultou num processo de quatro volumes intitulados: Viçosa do Ceará - Estudo para Tombamento Federal. O primeiro volume refere-se ao estudo do conjunto arquitetônico e urbanístico da cidade, no segundo foi realizado um levantamento fotográfico, o terceiro resultou num inventário de 21 imóveis e o quarto destes foi dedicado aos perfis das quadras.
Algumas ações devem ser geridas para que se possa realizar um trabalho de preservação contínuo e tendo a comunidade local como agente imprescindível nesse processo. Para isso deve-se desenvolver uma educação patrimonial, para promover a valorização e a preservação do Patrimônio Histórico da cidade, onde busque levar a crianças e adultos a um processo ativo de conhecimento, apropriação e valorização de sua herança cultural, capacitando-os para um melhor usufruto destes bens e propiciando as gerações seguintes o conhecimento de suas raízes e de sua identidade cultural; esclarecer de forma mais explicita as implicações que acompanham o tombamento e fortalecer os benefícios que esta ação poderá trazer, e promover o desenvolvimento da atividade turística local em consonância com a realidade de suas potencialidades, como se observa nas cidades históricas mineiras que apresentam um turismo histórico consolidado.
A percepção é que as lacunas existem, mas podem ser preenchidas com ações integracionistas e esclarecimentos acerca das medidas tomadas no intuito de preservar e conservar o patrimônio histórico cultural da cidade, que esta diretamente relacionada à identidade de seu povo.
(1) Bacharel do Curso de Turismo da Faculdade Integrada do Ceará-FIC, mi_mapurunga@hotmail.com
(2) Bacharel em Turismo pela Universidade de Fortaleza; Mestre Negócios Turísticos pela Universidade Estadual do Ceará e Universidade de Barcelona; Professor da Faculdade Integrada do Ceará – FIC e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará. amaurygurgel@ifce.edu.br
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CASTRO, Sônia Rabelo de; O Estado na preservação de bens culturais. Rio de Janeiro: IPHAN, 2009.
IPHAN; Viçosa do Ceará Estudo para Tombamento Federal Vol. 1 Fortaleza: IPHAN, 2002.
IPHAN; Viçosa do Ceará – Estudo para Tombamento Federal Vol. 3 Fortaleza: IPHAN, 2002.
PAIVA, Olga Gomes; LINHEIRO, Domingos Cruz; JUNIOR, Romeu Duarte. Viçosa do Ceará: patrimônio de todos: roteiro para preservação do Patrimônio Cultural. Fortaleza: IPHAN, 2004.
Com enfoque no contexto SEMIÁRIDO cearense, este blog tem o objetivo de divulgar as idéias, as realizações, as pesquisas e as demais atividades do Grupo de Pesquisa formado pelos professores das ciências sociais, sociais aplicadas e ambientais do IFCE (Campus Quixadá).
domingo, 3 de abril de 2011
sábado, 12 de março de 2011
Estudo qualitativo sobre as viagens turísticas na contemporaneidade (Resultados da pesquisa)
Débora Garcia, professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (campus Quixadá) recentemente apresentou para comunidade acadêmica os resultados da pesquisa que teve como objetivo investigar o sentido da experiência das viagens para turistas em fruição de pacotes turísticos em viagem de cruzeiro marítimo pelo roteiro Fernando de Noronha. Através da pesquisa, a autora buscou ainda investigar o que configura turismo no contexto da sociedade contemporânea; determinar os sentidos que o turista concede às suas viagens no momento presente; e expor as possibilidades subjetivas das viagens turísticas com base nas potencialidades de ócio para os sujeitos da pesquisa.
A questão central da análise executada acerca do sentido da experiência das viagens para turistas em fruição de pacotes turísticos reflete-se nos variados comportamentos assumidos pelos sujeitos, dentre eles, em relação às práticas de lazer experienciadas pelos turistas em meio ao exacerbado consumismo contemporâneo, não só em âmbitos comerciais, mas também relacionais. Desde o momento anterior à viagem, quando os sujeitos normalmente não agem de maneira autônoma, tomando para si os sentidos de seus lazeres, passando pela escolha dos destinos, frequentemente direcionados pelo mercado das viagens, denotado nos glamorosos ambientes e espaços físicos, até o comportamento dos turistas nas viagens, constantemente, são refletidas posições que permeam as dimensões diversão, entretenimento, consumo, experenciar novidades e fuga do cotidiano.
Como resultados, constatou-se que a privação de autonomia mediante as experiências de viagem por parte dos sujeitos da sociedade contemporânea pode contribuir para a vulgarização do sentido essencial da viagem turística, uma vez que, pelas vivências experimentadas em pacotes turísticos, os resultados observados frequentemente demonstram-se perpassados por lógicas utilitaristas e consumistas.
Evidencia-se nos estudos de Bauman (1998), a existência de aspectos característicos da contemporaneidade, os quais compõem sinais próprios de nosso período histórico, a saber: identidades fluidas, consumo abundante, hedonismo, relativismo dos valores morais e frivolidade existencial. Corroborado ainda por Lipovetysk (2007), que por sua vez elenca aspectos da mercantilização dos modos de vida, a dinâmica de expansão das necessidades se prolonga, ou seja, multiplicidade das experiências, onde o bem-estar se tornou uma paixão de massa por meio de consumidores com características individualistas, identidades transitórias, numa ilimitada busca de satisfações emocionais imediatas e inovadoras. A lógica de consumo dissipa-se nas relações culturais, laborais, políticas, nas relações dos homens contemporâneos, em seus lazeres, nas suas viagens e nos mais diversos âmbitos de sua vida.
O pressuposto inicial lançado sobre o presente estabelecimento de um mercado das viagens que define, organiza, formata e homogeneíza a experiência turística, confirmou-se tanto por meio das falas dos turistas entrevistados, como por intermédio dos dados apresentados visto que identificou-se diversos viajantes do cruzeiro marítimo, seduzidos não pelas possíveis experiências, mas pelas inúmeras opções ofertadas pelo mercado, assim limitando a noção de liberdade à reposição de energia para voltar ao trabalho, e ainda um tempo livre perpassado por inúmeras atividades de consumo isento de autonomia, vontade e momentos de autopercepção.
Com referência aos sentidos que os sujeitos concedem à experiência de suas viagens, questão norteadora da pesquisa, evidenciou-se respostas que estão na dimensão do mercado das viagens: vivenciar novidades; realizar viagem em cruzeiro marítimo para Fernando de Noronha; desligar do cotidiano vivido; despreocupar, descansar e momento inesquecível, interessante, sensacional. O turismo, deste modo, constitui o seu paradigma social e sociológico atual, a forma de viagem dominante nas sociedades pós-modernas - a viagem, portanto, se reduzindo ao fenômeno turismo.
Em contraposição, mesmo diante de tantas observações de comportamentos funcionalistas e utilitaristas, constatou-se na viagem necessidades de interação e, também, momentos de contemplação na proa do navio, local afastado dos espaços onde ocorriam as atividades de entretenimento e consumo. Considerando que interagir e contemplar se configuram virtudes relevantes das viagens turísticas e que dificilmente voltamos iguais das viagens, visto que por meio delas nos é propiciado tornar mais tolerantes, sábios e menos individualistas. As viagens turísticas constituem um instrumento adicional de aprendizagem, talvez a forma mais forte e vigorosa de aprender, é uma forma lúdica de conhecer, aprender, refletir e daí acessar a si mesmo.
Compreende-se também que o Turismo, considerado um dos mais importantes fenômenos humanos da pós-modernidade, precisa convocar novos paradigmas e diálogos a fim de propor reflexões a respeito do modelo de turismo que segue a lógica atual. A “indústria sem chaminés” necessita de reavaliações com arrimo nos elementos: humanização, desenvolvimento, expressão, poder criativo e livre escolha - para ser pensada e planejada desde o contexto de uma humanização do turismo permitida por pessoas autônomas em suas vidas e viagens.
A questão central da análise executada acerca do sentido da experiência das viagens para turistas em fruição de pacotes turísticos reflete-se nos variados comportamentos assumidos pelos sujeitos, dentre eles, em relação às práticas de lazer experienciadas pelos turistas em meio ao exacerbado consumismo contemporâneo, não só em âmbitos comerciais, mas também relacionais. Desde o momento anterior à viagem, quando os sujeitos normalmente não agem de maneira autônoma, tomando para si os sentidos de seus lazeres, passando pela escolha dos destinos, frequentemente direcionados pelo mercado das viagens, denotado nos glamorosos ambientes e espaços físicos, até o comportamento dos turistas nas viagens, constantemente, são refletidas posições que permeam as dimensões diversão, entretenimento, consumo, experenciar novidades e fuga do cotidiano.
Como resultados, constatou-se que a privação de autonomia mediante as experiências de viagem por parte dos sujeitos da sociedade contemporânea pode contribuir para a vulgarização do sentido essencial da viagem turística, uma vez que, pelas vivências experimentadas em pacotes turísticos, os resultados observados frequentemente demonstram-se perpassados por lógicas utilitaristas e consumistas.
Evidencia-se nos estudos de Bauman (1998), a existência de aspectos característicos da contemporaneidade, os quais compõem sinais próprios de nosso período histórico, a saber: identidades fluidas, consumo abundante, hedonismo, relativismo dos valores morais e frivolidade existencial. Corroborado ainda por Lipovetysk (2007), que por sua vez elenca aspectos da mercantilização dos modos de vida, a dinâmica de expansão das necessidades se prolonga, ou seja, multiplicidade das experiências, onde o bem-estar se tornou uma paixão de massa por meio de consumidores com características individualistas, identidades transitórias, numa ilimitada busca de satisfações emocionais imediatas e inovadoras. A lógica de consumo dissipa-se nas relações culturais, laborais, políticas, nas relações dos homens contemporâneos, em seus lazeres, nas suas viagens e nos mais diversos âmbitos de sua vida.
O pressuposto inicial lançado sobre o presente estabelecimento de um mercado das viagens que define, organiza, formata e homogeneíza a experiência turística, confirmou-se tanto por meio das falas dos turistas entrevistados, como por intermédio dos dados apresentados visto que identificou-se diversos viajantes do cruzeiro marítimo, seduzidos não pelas possíveis experiências, mas pelas inúmeras opções ofertadas pelo mercado, assim limitando a noção de liberdade à reposição de energia para voltar ao trabalho, e ainda um tempo livre perpassado por inúmeras atividades de consumo isento de autonomia, vontade e momentos de autopercepção.
Com referência aos sentidos que os sujeitos concedem à experiência de suas viagens, questão norteadora da pesquisa, evidenciou-se respostas que estão na dimensão do mercado das viagens: vivenciar novidades; realizar viagem em cruzeiro marítimo para Fernando de Noronha; desligar do cotidiano vivido; despreocupar, descansar e momento inesquecível, interessante, sensacional. O turismo, deste modo, constitui o seu paradigma social e sociológico atual, a forma de viagem dominante nas sociedades pós-modernas - a viagem, portanto, se reduzindo ao fenômeno turismo.
Em contraposição, mesmo diante de tantas observações de comportamentos funcionalistas e utilitaristas, constatou-se na viagem necessidades de interação e, também, momentos de contemplação na proa do navio, local afastado dos espaços onde ocorriam as atividades de entretenimento e consumo. Considerando que interagir e contemplar se configuram virtudes relevantes das viagens turísticas e que dificilmente voltamos iguais das viagens, visto que por meio delas nos é propiciado tornar mais tolerantes, sábios e menos individualistas. As viagens turísticas constituem um instrumento adicional de aprendizagem, talvez a forma mais forte e vigorosa de aprender, é uma forma lúdica de conhecer, aprender, refletir e daí acessar a si mesmo.
Compreende-se também que o Turismo, considerado um dos mais importantes fenômenos humanos da pós-modernidade, precisa convocar novos paradigmas e diálogos a fim de propor reflexões a respeito do modelo de turismo que segue a lógica atual. A “indústria sem chaminés” necessita de reavaliações com arrimo nos elementos: humanização, desenvolvimento, expressão, poder criativo e livre escolha - para ser pensada e planejada desde o contexto de uma humanização do turismo permitida por pessoas autônomas em suas vidas e viagens.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
EMPREENDEDORISMO CULTURAL DO PATRIMÔNIO EDIFICADO
Por Joselito Brilhante
Professor do IFCE - Campus Quixadá
O Brasil, em virtude de sua extensão continental e da complexa formação étnica do seu povo, possui uma das mais ricas diversidades culturais do planeta, cujo acervo de obras arquitetônicas se espalha em quase todas as cidades.
Nas últimas décadas, a exploração econômica do potencial dos diversos aspectos ligados ao patrimônio urbano arquitetônico passou a ser um dos caminhos alternativos para preservação dos mesmos. Principalmente as edificações que se localizam em espaços estratégicos para o turismo foram disponibilizadas para empreendedores ocuparem com negócios. Nelas, geralmente, foram instalados negócios relacionados ao turismo cultural, quando permitiam o acesso ao interior, e outros negócios quando interessava principalmente a preservação da fachada. Ambas gerando um extenso leque de oportunidades de geração de emprego e renda.
Mas, se por um lado essa orientação empreendedora descortina oportunidades, principalmente para pequenos negócios, deve-se atentar para o risco de a exploração mercantil do espaço patrimonial se sobressair aos valores culturais. Com isso, todo esse processo empreendedor deve adotar a educação patrimonial e a responsabilidade social como critérios de sustentabilidade tanto quanto a elaboração do plano de negócios.
É evidente que o patrimônio possibilita vantagens comparativas e também competitivas em projetos de desenvolvimento local. Assim, a preservação do patrimônio urbanístico arquitetônico agrega valor às peculiaridades ambientais e culturais, sobretudo em projetos de turismo de base local.
O empreendedorismo cultural que tem como proposta a implantação de empreendimentos nos espaços patrimoniais deve ter como marco a sustentabilidade em todas as suas dimensões.
Um modelo de desenvolvimento local centrado na apropriação empreendedora do patrimônio edificado tem que buscar uma sinergia das ações através da mobilização de toda comunidade, formando uma consciência coletiva de reconhecimento e responsabilidade junto aos empreendedores e ao projeto. O desenvolvimento de políticas públicas e de parcerias são reconhecidamente de grande importância para assegurar o êxito dos empreendimentos e garantir a mudança cultural da comunidade no reconhecimento da valorização de um patrimônio urbanístico arquitetônico.
Nesta sinergia, cabe às instituições de ciência e tecnologia desenvolver linhas de pesquisa que relacionem turismo e empreendedorismo em projetos de desenvolvimento local respaldado no turismo, como recurso para dinamizar as economias locais e avaliar os impactos gerados ao longo do tempo.
O empreendedorismo cultural do patrimônio edificado deve contribuir para o desenvolvimento local sustentável do turismo pela qualidade e competitividade, objetivando, simultaneamente, a geração de benefícios sócio-econômicos para a região e a valorização e proteção do seu patrimônio urbanístico arquitetônico como elementos da riqueza de um povo.
Professor do IFCE - Campus Quixadá
O Brasil, em virtude de sua extensão continental e da complexa formação étnica do seu povo, possui uma das mais ricas diversidades culturais do planeta, cujo acervo de obras arquitetônicas se espalha em quase todas as cidades.
Nas últimas décadas, a exploração econômica do potencial dos diversos aspectos ligados ao patrimônio urbano arquitetônico passou a ser um dos caminhos alternativos para preservação dos mesmos. Principalmente as edificações que se localizam em espaços estratégicos para o turismo foram disponibilizadas para empreendedores ocuparem com negócios. Nelas, geralmente, foram instalados negócios relacionados ao turismo cultural, quando permitiam o acesso ao interior, e outros negócios quando interessava principalmente a preservação da fachada. Ambas gerando um extenso leque de oportunidades de geração de emprego e renda.
Mas, se por um lado essa orientação empreendedora descortina oportunidades, principalmente para pequenos negócios, deve-se atentar para o risco de a exploração mercantil do espaço patrimonial se sobressair aos valores culturais. Com isso, todo esse processo empreendedor deve adotar a educação patrimonial e a responsabilidade social como critérios de sustentabilidade tanto quanto a elaboração do plano de negócios.
É evidente que o patrimônio possibilita vantagens comparativas e também competitivas em projetos de desenvolvimento local. Assim, a preservação do patrimônio urbanístico arquitetônico agrega valor às peculiaridades ambientais e culturais, sobretudo em projetos de turismo de base local.
O empreendedorismo cultural que tem como proposta a implantação de empreendimentos nos espaços patrimoniais deve ter como marco a sustentabilidade em todas as suas dimensões.
Um modelo de desenvolvimento local centrado na apropriação empreendedora do patrimônio edificado tem que buscar uma sinergia das ações através da mobilização de toda comunidade, formando uma consciência coletiva de reconhecimento e responsabilidade junto aos empreendedores e ao projeto. O desenvolvimento de políticas públicas e de parcerias são reconhecidamente de grande importância para assegurar o êxito dos empreendimentos e garantir a mudança cultural da comunidade no reconhecimento da valorização de um patrimônio urbanístico arquitetônico.
Nesta sinergia, cabe às instituições de ciência e tecnologia desenvolver linhas de pesquisa que relacionem turismo e empreendedorismo em projetos de desenvolvimento local respaldado no turismo, como recurso para dinamizar as economias locais e avaliar os impactos gerados ao longo do tempo.
O empreendedorismo cultural do patrimônio edificado deve contribuir para o desenvolvimento local sustentável do turismo pela qualidade e competitividade, objetivando, simultaneamente, a geração de benefícios sócio-econômicos para a região e a valorização e proteção do seu patrimônio urbanístico arquitetônico como elementos da riqueza de um povo.
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