terça-feira, 6 de julho de 2010

Viagens Turísticas perpassadas pelos valores da sustentabilidade

Profa. Débora Garcia
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará
Campus Quixadá - Curso Técnico em Guiamento
Universidade Aberta do Brasil - UAB - DEaD


Representado pelos grands tours as viagens turísticas nas sociedades pré-industriais tinham um significado de desbravamento, contemplação e foco na experiência em si, porem vislumbramos hoje uma tendência da “indústria sem chaminés” uma massificadora das experiências das viagens.
Contextualizando, temos que a sociedade contemporânea freqüentemente mostra-se de maneira hedonista e voltada para o consumo. Através dos pacotes turísticos as atividades ocasionalmente são propulsoras de grandes espetáculos, vazias de significado, utilitarista e a favor da lógica econômica do consumo segmentado.
Em meio a uma sociedade que busca incessantemente o prazer em ciclo vicioso de imediatez e efemeridade, percebe-se que a viagem turística quando permeada pelos valores de sustentabilidade, propicia experiências de verdadeiros sentidos para o sujeito viajante, satisfação plena, logo que o sujeito torna-se protagonista da sua viagem. Atos próximos a valores criativos, autônomos, percebidos de sensações gratificantes, prazerosos, lúdicos e embasados no autoconhecimento.
Logo que, no contexto de um mercado das viagens a motivação que estrutura o turismo é direcionada pelas teorias da administração clássica, cabendo um despertar desta analise a partir de uma profunda reavaliação do segmento por abordagens epistemológicas e filosóficas. Propiciando um tempo de encontro consigo mesmo, liberto do tempo do trabalho, o homem deve sair nas viagens em busca de um tempo repleto de sentido próprio, para tanto este homem obrigatoriamente precisa ser o protagonista desta experiência.

Portanto, além de perpetuar o aprofundamento nos estudos do turismo a partir de paradigmas humanistas, necessitamos estender a idéia da sustentabilidade para o trade, comunidade, iniciativa publica e para o sujeito da viagem, o turista.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Reflexões sobre a Aquisição da Linguagem e sua Importância

Por Nicolai H. Dianim

Embora determinadas ramificações das ciências linguísticas, como a neurolinguística, ainda tenham um longo a caminho a percorrer, os primeiros passos têm sido dados, especialmente no que diz respeito ao processo de aquisição da linguagem. Há, hoje, entre os estudiosos, um certo consenso de que a espécie humana, diferentemente de outras espécies animais, parece geneticamente programada para falar, e que esse processo parece seguir estágios bem organizados e progressivamente mais complexos, do balbuciar até a formação de pequenas frases.
Neste ponto, é de fundamental importância diferenciar língua e linguagem. Linguagem pode ser definida como faculdade de expressão e comunicação, através de signos convencionados – ou seja, pode ser visual, gestual, até mesmo tátil. A língua, por sua vez, é uma possível manifestação da linguagem, por meio de signos vocais ou escritos comuns a um povo, a uma cultura.
Caso não haja nenhum obstáculo ao desenvolvimento, nos primeiros anos de vida a criança terá condições de dominar plenamente a linguagem expressa no ato da fala. Mas falar para quê? Para quem? Por que falamos? Bakhtin (1987) defende a noção de inter-ação. Para ele, o sujeito que fala pratica ações que não conseguiria realizar a não ser falando; com ela, o falante age sobre o ouvinte, constituindo compromissos e vínculos que não pré-existiam à fala.
Nesse sentido, o ato comunicativo deixa de ser visto apenas como transmissor de mensagens vazias e ritualizadas, segundo o estruturalismo de Jakobson (1970), e ganha status de instrumento de interação social, a partir do qual se torna possível a construção do conhecimento. Nas escolas, essa nova visão é essencial na redefinição dos papéis de professor e aluno, sobretudo na renovação do ensino de língua materna: estudar a norma culta sim, mas sem perder de vista o respeito aos falares coloquiais. Não há espaço em nossa sociedade para a perpetuação de mais um tipo de preconceito.

Referências:

BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. 2. ed. São Paulo : Hucitec / Petrópolis : Vozes, 1987.

JAKOBSON, Roman. Lingüística; poética; cinema. São Paulo: Perspectiva, 1970.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Campus Quixadá realiza II Ecotrilhas





No dia 31 de maio os alunos do quarto semestre do curso de Guia de turismo, sob a coordenação dos professores Alexandre Queiroz, Francisca Góis e Lucas da Silva, realizaram o II Ecotrilhas: caminhos de Quixadá. Desta vez os convidados foram 45 alunos do 2° ano B e C da Escola Estadual de Educação Profissional de Quixadá (antigo Liceu).



O Projeto de extensão consiste na realização de trilhas interpretativas, direcionadas aos alunos do ensino básico e técnico do município de Quixadá, os quais terão a oportunidade de estabelecer um contato saudável e educativo com o ambiente natural e urbano visitado. A abordagem pedagógica tem caráter multi e interdisciplinares, procurando contribuir para o desenvolvimento de uma consciência sobre a importância turística, cultural, educativa e sócio-econômica dessa atividade.



Promove-se também a criação de novas destinações urbanas e ecoturísticas, que permitem um desenvolvimento econômico e sustentável, compatível com a preservação ambiental. Desta forma, nossos alunos (futuros Guias de Turismo) praticam e aprimoraram seus conhecimentos técnicos.
Confira nas fotos, as atividades...!